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Mariane Fontes MD | Genética E Câncer
Genética e Câncer

Nas últimas décadas, devido a uma maior expectativa de vida da população, o câncer se tornou uma das doenças mais prevalentes no mundo. Existem diversos tipos de câncer, mas todos eles têm em comum um aspecto: a alteração do material genético da célula, desregulando seus mecanismos de controle e proliferação.

Diferentes fatores podem contribuir para a desregulação dos mecanismos celulares, e esses fatores podem ser hereditários ou esporádicos. Apenas uma pequena parcela dos casos de câncer, em torno de 10%, possui caráter hereditário. Existe uma maior predisposição hereditária para alguns tipos de câncer, como mama, próstata ovário, intestino, rins e câncer de pele. É importante salientar que, mesmo havendo predisposição hereditária, ainda são necessárias outras mutações para que o câncer de fato se desenvolva. Portanto, possuir casos na família não significa que a doença se desenvolverá, apenas que existe um risco maior do que a média da população.

A maior parte dos tumores se desenvolve sem estar associada a características familiares, mas sim em decorrência de erros de divisão ou mutações adquiridas devido à exposição a radiações, ao estilo de vida, a medicamentos, à idade avançada e a demais fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de um câncer. Entre os tumores esporádicos mais prevalentes estão o câncer de pâncreas, duodeno e cérebro. Nesses tecidos, mais do que em outros, há uma grande quantidade de células-tronco em divisão, com menor influência do ambiente e da hereditariedade, ocasionando então os tumores de desenvolvimento ao acaso.

Portanto, pode-se compreender que todo câncer possui um componente genético, mas seu desenvolvimento pode estar associado a diferentes fatores, levando a alterações do material genético que podem ser desencadeadas por causas hereditárias ou ao acaso.

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